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Live do TJRJ sobre possível segunda onda do Covid-19 esclarece dúvidas de servidores

Qual a melhor forma de se prevenir contra o coronavírus no ambiente de trabalho? Como lidar com o colega que se recusa a usar a máscara? Quando a vacina será enfim disponibilizada? São muitas as dúvidas que cercam o agente causador da pandemia que já ocasionou a morte de mais de 1,3 milhão de pessoas no mundo. Na tarde desta quinta-feira, (19/11), por determinação do presidente,  desembargador Claudio de Mello Tavares, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) ofereceu, ao público interno, a live “Covid: como evitar a segunda onda da pandemia”, ministrada pela médica infectologista Danielle Borghi. Foram respondidas mais de 200 perguntas enviadas pelo chat. A live, acompanhada por cerca de 600 servidores por mais de 3 horas, foi realizada através da plataforma Microsoft Teams e teve apresentação e mediação do juiz auxiliar da  Presidência Marcello Rubioli. Também participou do evento o Diretor-Geral de Gestão de Pessoas, Gabriel Albuquerque Pinto.  Atentos, os participantes do evento enviaram mais de 200 perguntas e dúvidas sobre a Covid abordando formas de prevenção, convivência em trabalho, protocolos etc.  Na oportunidade, a médica Danielle Borghi, chefe do Serviço de Infecção do Hospital Copa Star, apresentou um panorama sobre a doença e esclareceu dúvidas dos servidores participantes. Ela destacou que, embora tenha havido aumento do número de casos confirmados no Estado do Rio de Janeiro, o número de internações e de óbitos se encontra estável. Como exemplo, citou a semana epidemiológica número 19, quando ocorreram 3.655 internações no estado, contra 175 internações na semana 46. Estamos, atualmente, na semana epidemiológica de número 47.   Segundo Danielle, a prevenção à contaminação do novo coronavírus engloba, necessariamente, os seguintes elos: distanciamento, uso de máscaras, higienização das mãos e higienização do ambiente.   - Faço um apelo à população sobre a importância dos elos de prevenção. Na minha opinião, o crescimento dos casos confirmados se deve, principalmente, ao relaxamento das medidas preventivas. O ideal é estar em um ambiente que seja constantemente higienizado. Para isso, deve-se usar álcool 70% em superfícies e produtos à base de hipoclorito nos pisos. O uso correto da máscara é essencial. Deve-se trocar a máscara a cada 3 horas. Ao retirá-la, higienize as mãos antes de colocar uma nova - esclareceu.    Para os oficiais de Justiça, funcionários que possuem maior contato com o público e com ambiente externo, a médica recomenda o uso constante de máscara, de face shield e higienização rigorosa das mãos. E, alertou: qualquer servidor que apresentar os sintomas do Covid (como febre, dificuldade de respirar, perda do olfato e/ou do paladar, dor de garganta, náuseas, vômitos, diarreia), deve comunicar imediatamente à sua chefia e ao Departamento de Saúde do Tribunal (Desau). O profissional sintomático deverá ser imediatamente afastado do trabalho presencial.   - Estamos aprendendo sobre essa nova doença ainda. Atualmente, é definido, na Portaria Conjunta nº 20 dos Ministérios da Economia e da Saúde, o afastamento de 14 dias para trabalhadores com sintomas leves e 20 dias para casos moderados ou graves. Em breve, a tendência é a redução do afastamento de casos leves para 10 dias, por não ter uma carga viral robusta - explicou.   O juiz Marcello Rubioli acrescentou que o TJRJ faz o monitoramento dos casos internos:   - O servidor com suspeita de Covid é acompanhado pelo Desau para controle e monitoramento. Existe um protocolo de sanitização dos locais onde houver casos notificados. É fundamental que todo servidor saiba da importância de sua atuação para proteger a si e aos demais - reforçou.  Mas, e se, no ambiente de trabalho, o colega se recusar a usar a máscara? O magistrado explicou que para tais casos "existem decretos e leis que determinam o uso obrigatório da máscara, bem como há um ato da administração do TJRJ nesse sentido”.   - Assim como não é possível entrar sem camisa no Fórum, também não se deve entrar sem a máscara. Sugiro chamar atenção da pessoa de maneira educada, com urbanidade. Dessa forma, você contribuirá para um ambiente de trabalho seguro para todos - acrescentou o diretor-geral de Gestão de Pessoas, Gabriel Albuquerque Pinto.    Sobre a vacina, uma dúvida recorrente apresentada pelos servidores, a médica explicou que, atualmente, existem 170 em análise no mundo, mas somente dez se encontram na fase 3 de testes, que seria a última etapa antes da aprovação do imunizante.    - A vacina é um elemento que vai nos ajudar no combate ao coronavírus e receberemos de bom grado, mas não adianta tomar uma vacina que não oferecerá segurança, principalmente no que diz respeito aos efeitos colaterais.    - É um momento desafiador, quando as pessoas estão exaustas, cansadas do isolamento. Falta pouco para saírmos dessa situação, não podemos esmorecer -  incentivou Gabriel Albuquerque. Não conseguiu acompanhar? Veja agora no link: https://youtu.be/yAsXVQzfIrw MG/FS 
19/11/2020 (00:00)
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